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Matemática da roda fixa

Monday, June 21st, 2010
Pinhão

foto: canna

A relação da sua roda fixa influencia na hora do skid, não só na facilidade de parar a bicicleta mas também na vida do seu pneu traseiro. Existe uma famosa tabela que já passou por vários blogs e mostra os skid spots/skid patches para cada relação, mas como chegamos nesse número sem a tabela?

Imagine uma relação 44×44 (ou seja, coroa de 44 dentes e pinhão de 44 dentes também), para simplificar podemos dizer que é uma relação 1:1 (ou um pra um). Numa relação 1:1 cada volta no pedal/coroa equivale a uma volta completa da roda traseira/pinhão, ou seja, o pneu acompanha o pedal, isso significa que você tem apenas um skid spot/patch. Da mesma forma com uma relação 4:1 (por exemplo 44×11) o pinhão/pneu gira exatamente 4 vezes para cada volta completa da coroa/pedal, isso significa um skid spot/patch, pois por mais que o pneu não acompanhe o pedal, quando o pedal completa uma volta o pneu completa 4 voltas e estará na posição inicial/do começo do giro.

Tá, mas e para relações onde o pneu não da a volta completa a cada pedalada? Suponha agora a relação 44×16. Para cada volta no pedal o pneu da 2.75 voltas (44 / 16 = 2.75). Para voltar à posição inicial do giro precisamos de quantas pedaladas? Vejamos: 2.75 é uma volta no pedal. Duas voltas no pedal significa 2.75 * 2 que é igual a 5.5 voltas, ainda não volta para a posição inicial. Três voltas no pedal = 2.75 * 3 = 8.25, nada ainda. Agora na próxima volta temos 2.75 * 4 = 11, ou seja, depois de quatro voltas/giros no pedal o pneu deu exatamente 11 voltas, isso significa que ele voltou pra posição que estava em relação ao pedal. Isso quer dizer que quando travamos o pedal o pneu pode estar em quatro pontos diferentes, ou seja, temos 4 skid spots/patches.

A matemática por trás disso tudo está na relação de “primacidade” entre o número de dentes da coroa e do pinhão. Se os números de dentes da coroa e do pinhão forem primos entre eles, ou seja, sem divisores comuns, o número de voltas necessárias no pedal para voltar à posição inicial do pneu em relação ao pedal é igual ao número de dentes do pinhão. Por isso no caso da relação 1:1 ou da relação 4:1 o número de skid patches é 1. Voltando para a relação 44×16, os dois números podem ser divididos tanto por 2 quanto por 4, neste caso o jeito é achar o máximo divisor comum dos números e dividir o número de dentes do pinhão pelo MDC, chegando assim no número de skid patches. O MDC de 44 e 16 é 4, 16/4 = 4, portanto, 4 skid patches. Outro jeito de visualizar isso é simplificar a relação: 44:16 = 2.75, se dividirmos os dois números por 2 temos 22:8. Mais uma vez dividindo por 2 temos 11:4, 11 é primo, portanto não podemos mais simplificar a relação, então chegamos no número 4 mais uma vez.

Alguns exemplos para terminar:

  • 46×18: simplificamos para 23×9 (dividindo a relação por 2), como 23 é primo, o número de skid patches é 9.
  • 53×20: 53 é primo, portanto temos 20 skid patches.
  • 50×20: simplificando /2 -> 25×10 /5 -> 5×2, ou seja, 2 skid patches.
  • 48×17: 17 é primo, portanto temos 17 skid patches.

São Paulo Intermodal Challenge 2009

Friday, September 18th, 2009

Yesterday, September 17th, occurred the São Paulo Intermodal Challenge that happens yearly since 2006.

The following table shows the results:

Results

Modal Time min Cost (R$) CO2 (kg)
Pedestrian 92 0 0
Pedestre running 66.30 0 0
Bike courrier 25.30 0 0
Biker (begginner) 66 0 0
Biker (alternative route) 38.20 0 0
Biker 37 0 0
Folding bike + subway 68 2.40 0.24
Fixedgear bike 22.33 0 0
Motoboy 42.28 1.50 1.44
Motorcycle 25 1.50 1.81
Car 82 15 2.63
Bus 71.20 2.30 0.24
Subway+Train 84 3.70 0
Train+Bus 89 3.70 0.21
Bus+Subway 109 3.70 0.24
Train+Bus+Subway 99 2.55 0
Scooters 58 0 0
Wheelchair+public transportation 108 3.70 0.21
Hellicopter 33.50 2.600 3.75?

I’ll post more details later.