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12/01 – 17/01 San Pedro de Atacama

Tuesday, February 23rd, 2010

Durante a viagem é difícil manter os posts diários enquanto fazemos diversos passeios e chegamos exaustos querendo apenas comer, tomar banho e dormir.

Resolvi fazer posts resumindo a viagem. Começando com um post sobre San Pedro de Atacama, um sobre o Passo de Sico e depois sobre Cafayate. Talvez escreva outro(s) mais específicos, por exemplo pretendo escrever um sobre bicicletas nas cidades que visitamos.

Para começar atualizei o mapa do roteiro, agora esta certinho dia por dia com o que aconteceu de fato:


View São Paulo -> San Pedro de Atacama in a larger map

San Pedro de Atacama

San Pedro foi a cidade onde ficamos mais tempo, foram 5 dias/6 noites (chegamos 12/01 e partimos 17/01).

12/01 – Terça - Fomos procurar agências de turismo na cidade para fechar os passeios, a ideia era fechar todos em uma só pra conseguir algum desconto. Por indicação do Edgardo da operadora Atacama Mística, que só faz passeios para a bolivia, bolivia, bolivia, bolivia, che, bolivia, fomos até a Grado Diez onde fechamos o pacote de dois dias com todos os passeios clássicos, dois por dia. A diferença da Grado Diez é que no lugar de usar uma van nos passeios eles usam um caminhão 4×4. O caminhão tem uma chapa onde eles preparam o café da manhã ou o almoço, é muito bacana =)

caminhão da grado diez e o almoço servido

caminhão da grado diez e o almoço servido

13/01 – Quarta - Tiramos o dia de folga. Ficamos no hostal, demos uma volta por San Pedro, saímos para identificar estrelas com o Stellarium, enfim, férias. Fomos também procurar um novo hostal/hostel para ficar, já que no Puritama só tínhamos a vaga garantida até as 10h00 do dia 14/01. Achamos o Hostelling International e pegamos um quarto duplo.

14/01 – Quinta - Acordamos cedo, arrumamos as malas para liberar o quarto e fomos direto pra porta da agência. No primeiro passeio fomos ao Salar de Atacama e às Lagunas Altiplanicas onde no fim os guias fizeram um ótimo almoço ali no pé dos vulcões e do lado das Lagunas. Voltamos para San Pedro e tivemos um intervalo de uma hora +- para levar as malas do Puritama pro HI, daí ja era hora de ir pra porta da agência de novo. Fomos para a Laguna Cejas, lagoas no meio do salar, de água muito salgada, onde você não consegue afundar, divertido! =)

almoço num lugar chato...

almoço num lugar chato...

Melhor ainda foi o “cocktail” que rolou depois de nadarmos no sal. Pisco Sour, azeitona, queijo e um por-do-sol maravilhoso!

saúde!

saúde!

15/01 – Sexta - Mais passeios, acordamos às 04h30 pro passeio mais famoso do deserto: Geysers el Tatio. O lugar é incrível, mas o melhor da manhã é, depois de sofrer com o frio de -8ºC poder nadar na piscina aquecida natural. Difícil é sair da água =P. Depois dos Geysers visitamos o vilarejo chamado Machuca (onde comi mais uma vez carne de Lhama, dessa vez um excelente espetinho =))

geysers

geysers

À tarde foi a vez do Valle de La Muerte e do por-do-sol no Valle de La Luna. O Valle de La Muerte é estranho, uma paisagem completamente diferente de tudo. Dunas e pedras e montanhas e nada de vida (tudo muerto, tudumpá). Vale destacar a descida das dunas correndo! Muito massa! Pena que não tem umas dunas aqui perto hehe =)

dunas!!

dunas!!

Depois seguimos para o Valle de La Luna, também completamente diferente de tudo que estava acostumado. Lá fizemos uma caminhada até o topo de uma das dunas para ver ter uma vista privilegiada do por-do-sol. A dica do nosso guida era observar a cordilheira dos andes, que estava arás de nós, e assim ver a mudança de cores causada pelo por-do-sol. É lindo!

cordilheira dos andes vista do valle de la luna

cordilheira dos andes vista do valle de la luna

16/01 – Sábado - Dia de mudar de hostel (já que no HI ficamos sem água/água quente nas duas vezes). Visitamos o museu de San Pedro de Atacama, vale muito a visita, especialmente se você visitar antes o museu de arqueologia de Salta! Apenas descansamos já que no domingo era dia de atravessar os Andes de volta, e dessa vez pelo Passo de Sico, estrada desconhecida e não pavimentada =)

11/01 Passo de Jama (Purmamarca -> San Pedro)

Thursday, January 21st, 2010

Rodamos aproximadamente 450km. Saímos de Purmamarca cedo, por volta das 08 da manhã. Pegamos a ruta 52 que passa por Purmamarca e leva até o Passo de Jama, fronteira mais ao norte entre Argentina e Chile. A estrada é muito boa, mas cheia de curvas e, pra variar, pista simples. Estávamos a uns 1.600/1.800 metros de altitude e a estrada chegou rapidamente a mais de 4100m e até aí nada de sentir a famosa Puna ou os efeitos da altitude.

Depois disso começa uma grande descida e chegamos a trechos de retas longas mas com uma paisagem maravilhosa: montanhas pra todos os lados e do nada aparecem salares e lagos. Um deles foi o Salar Grande Salinas (das fotos do post anterior). A estrada atravessa dois salares gigantescos, em um deles até paramos para pedalar. Também vimos muitas Lhamas e Vicuñas no caminho =D

Depois do salar e da região plana continuamos seguindo, a estrada volta a subir. Chegamos a Susques (última cidade argentina antes da fronteira) com muita fome, paramos pra almoçar. Susques é um pequeno povoado na beira da estrada, nossa intenção era comer qualquer coisa, abastecer e partir. Paramos num “Comedor” que tinha até plaquinha de Internet (no meio do nada). Entramos e não tinha ninguém, batemos palmas, chamamos e nada. Quando vi, veio um homem perguntando o que queríamos. Respondemos que queríamos almoçar e ele disse que não tinha muita coisa pra oferecer, mas iria dar uma olhada no que poderia fazer. Voltou dizendo que poderia fazer dois bifes com ovos e arroz, nada mais perfeito =D

Enquanto esperavamos o almoço entrou um outro homem no restaurante, parecia um “local”. Ele nos encarou e perguntou se falávamos francês (em francês, claro). Respondemos que não, que eramos do Brasil, ele disse: “Ah!! Romário. Sou de Susques mas gosto do Michael Jackson” e do nada começou a cantarolar e dançar (muito bem) “Smooth Criminal” do MJ. Bizarro foi pouco. No fim se despediu em francês e nos chamando de amigos…

Enfim, comemos nossos bifes e partimos. A estrada continuou subindo até os 4.320m. Nesse momento a Gabi ficou muito cansada e eu com muita dor de cabeça, provavelmente por causa da altitude. Atravessamos a fronteira sem maiores problemas, no caminho ainda na Argentina conhecemos uns brasileiros que também estavam de carro vindo de Curitiba.

Depois da fronteira, já no Chile, a paisagem começa a mudar muito e pegamos uma região enorme e plana (o altiplano), retas e retas maravilhosas. Cada montanha de uma cor diferente, a vegetação muda, os cactos desaparecem, o céu é de um azul lindo. Imagens que a câmera não captou. É tudo muito bonito, mas eu queria atravessar essa região logo pois estávamos a mais de 4.000 metros de altitude e sofrendo com a dor de cabeça. O Altiplano se estende por uns 100km e nesses km começamos a enxergar o deserto. Quilômetros e quilômetros da mesma coisa: pedras e montanhas cinzas. Depois montanhas e montanhas de areia. E assim vai até chegar em San Pedro, com o Vulcão Licancabur do nosso lado por uns 60km.

Chegamos em San Pedro de Atacama por volta das 20h, mas ficamos mais de uma hora na burocracia da aduana. Procuramos algum lugar pra ficar e achamos o Puritama Hostal, na rua Caracoles, a principal da cidade. A rua é fechada para carros.

Amanhã devemos procurar pacotes de passeios. Começam agora as férias das férias =D

Salar no meio da estrada

Wednesday, January 13th, 2010

Fizemos a estrada mais bonita que já vi: o Passo de Jama, fronteira entre Argentina e Chile. Um pouquinho do que vimos: o salar Grandes Salinas,.

Entre uma montanha e outra de repente você vê uma poça branca imensa lá em baixo, minutos depois você vê o branco no horizonte.

Salar no horizonte

Salar no horizonte

A estrada passa no meio do salar e tem um lugar para parar o carro (ou até entrar com o carro no salar). Estacionamos na beira da estrada, pegamos as dahons no porta-malas e pedalamos no sal.

Gabi pedalando no Salar

Gabi pedalando no Salar

Mais fotos no meu flickr.

10/01 e 11/01 Tilcara -> Purmamarca

Wednesday, January 13th, 2010

Confesso, me apaixonei por Tilcara. Uma cidade com menos de 10 mil habitantes, antigo povoado indígena enfiado no meio das montanhas. É montanha pra todo lado de todos os tamanhos e cores.

Todas as casas são parecidas e da cor do chão: um marrom claro, terra seca e areia. Fizemos os dois passeios clássicos da cidade, mas sem guias: a Garganta do Diabo e Pukara (que no idioma indígena significa Fortaleza).

A Garganta do Diabo é um caminho que você faz entre as montanhas, num vale que parece ser o caminho de um rio. Nas fotos da pra ver como são os rios por aqui: pedras, mais pedras e um pouco de água correndo. São aberturas enormes que fazem você pensar no tamanho do rio que passou/passaria por ali.

Enfim, depois de subir 4km numa estrada/trilha de terra você chega no topo do vale que forma a Garganta. Lá de cima tem um caminho (ou vários caminhos) para descer para o vale e seguir por ele até uma queda d’água. O passeio todo vale muito a pena pelas enormes pedras, montanhas e cactos gigantes. No fim da até pra tomar um banho na cachoeira antes de encarar a volta.

Eu subi uma parte a pé com a Gabi tentando levar a bicicleta, mas descobri que seria muito difícil pois em alguns trechos tinha que escolher entre eu e a bicicleta já que era meio estreito. Voltei pedalando e peguei o carro para encontrar a Gabi la em cima (existe um caminho para carros para chegar no topo, são 8km de uma estrada de terra absurda beirando precipícios.

Depois do passeio pelo vale subimos a montanha de novo e fomos pegar o carro, duas argentinas nos pediram carona e falamos que tudo bem. Ao chegar perto do carro fui pegar a chave no bolso. Cadê?

Dois minutos de preocupação e resolvemos olhar o carro. Vidro aberto e chave no contato. Tudo intacto. Ainda bem que as argentinas estavam junto com a gente, porque senão eu teria tomado uma bela duma bronca =P

Deixamos as argentinas na cidade, deixamos o carro na pousada e fomos comer e beber algo, provei uma Tortilla de queijo feita por uma tia na rua com terra voando pra todo lado, muito boa. De noite resolvemos provar a carne de Lhama (comi uma Lhama à Parrilla). Vale a experiência, mas só. É uma carne de vaca mais dura e com menos sabor =P Bebemos também um bom vinho da região.

No dia 11 acordamos e fomos fazer o outro passeio, conhecer a Pukara. Pagamos $10 (pesos argentinos) cada um para entrar, mas vale a pena. É uma cidade inteira que está de pé desde o século XIV. Cidade dos índios que habitavam as terras do noroeste da argentina e que foi tomada pelos Incas no século XV. As casas estão em sua grande maioria intactas, os jardins e currais, tudo em perfeito estado.

Saindo da Pukara deixamos Tilcara para trás e fomos almoçar e arrumar lugar pra dormir em Purmamarca, um vilarejo com 500 habitantes (e o dobro de turistas). É tão encantador quanto Tilcara. Muitas montanhas coloridas, como o Cerro de 7 colores. Ficamos num hostal-restaurante. Almoçamos e jantamos lá e conhecemos o primeiro brasileiro nessa viagem: Ricardo, que dizia ser meio brasileiro e meio Uruguaio pois mora na fronteira. Ele nos deu uma dica de lugar para visitar, eu esqueci o nome do lugar e de qualquer forma não teríamos tempo de ir, infelizmente.

Amanhã dia 12 partimos para a travessia do Passo de Jama para entrar no Chile.

Até!

09/01 Salta -> Tilcara

Saturday, January 9th, 2010

O dia mais bonito (por enquanto =D). Acordamos cedo, dei uma volta de bicicleta por Salta e depois seguimos pela Ruta 9 até a província de Jujuy. A estrada é muito bonita e um tanto perigosa, não passam dois carros ao mesmo tempo, portanto se você cruzar com alguém na estrada deve sair com uma das rodas para o “acostamento”, que muitas vezes não existe e é substituído por um precipício =D

Mas vale muito a pena fazer essa estrada. Muitas montanhas gigantes e muito verde. Paramos para tirar fotos algumas vezes.

Depois dessa estrada chegamos a San Salvador de Jujuy mas passamos reto, pegamos a Ruta 9 mais uma vez, agora sentido Tilcara e Humahuaca. A estrada segue tranqüila nesse trecho, com faixas largas e boa sinalização. São 80km entre S.S. de Jujuy e Tilcara, mas os últimos são os mais belos. De repente aparecem um ou outro cacto, a vegetação (verde) das montanhas vai sendo substituída pelo cinza/marrom/terra das montanhas dessa região mais seca e mais alta (saímos de 1200 em Salta para 1400 em Jujuy e agora 2600+- em Tilcara).

Quando você menos espera esta cercado por montanhas marrons, onde o único verde é dos cactos. São montanhas enormes! Surgem vilarejos no meio das montanhas, é tudo muito diferente de tudo que eu já tinha visto.

Chegando em Tilcara fiquei maravilhado. É uma cidade bem pequena parecida com os vilarejos que passamos. Todas as casas têm a mesma aparência (cor de barro) e parece que estamos num corredor de montanhas, todos os lados que você olha você as enxerga. É lindo.

Tirei mutias fotos da cidade.

Chegamos por volta das 14h30 e fomos procurar lugar pra ficar. Por indicação do livro fomos ao hostel Malka que fica num lugar maravilhoso mas longe do centro. O hostel é bem bonito e parece ter uma ótima estrutura (e bons preços), porém estava lotado.

Partimos para a segunda opção, posada Con Los Angeles que foi indicação do Poka. Uma opção um tanto mais cara que o hostel, mas ao chegar ficamos impressionados com a beleza do lugar (além da indicação de que o vinho deles era muito bom hehehe).

Deixamos as coisas na Pousada e fomos dar mais uma volta a pé pela cidade, paramos para comer e assistimos um grupo de música andina em um restaurante (comemos Empanadas e Tamales).

Amanhã continuamos em Tilcara, devemos explorar a região (e subir até Humahuaca).

Subimos mais fotos para o Flickr, acompanhe pois este trecho, na minha opinião, foi o mais bonito até agora.

07/01 Monte Quemado -> Salta

Thursday, January 7th, 2010

Levantamos às 6h e fomos pra estrada, seguimos pela ruta 16 com muita chuva e muitos buracos. Continuamos com a companhia dos pássaros loucos. Muitos, MUITOS buracos e muita MUITA chuva. Vimos algo que parecia como 1km² de gado. Sério, um colado no outro, não tinha como eles se moverem. Segundo a Gabi aquilo provavelmente significava também 1km³ de gases, pois o odor era tenso.

Hoje também acertamos um dos pássaros malucos na estrada, coitado.

O retão continuou por uns 250km até que a chuva parou. Começamos a subir um pouco e ver mudanças na paisagem. A vegetação foi mudando até que vimos a primeira sombra de uma montanha, bem ao fundo. Obviamente fiquei feliz e a Gabi tirou fotos! =D

A ruta 16 termina na ruta 34, que é bem melhor, pista dupla e sem nenhum buraco. Pegamos a direita sentido ruta 9 e Salta. Nessas rutas (9 e 34) subimos mais de 800 metros para chegar aos 1200m de altitude de Salta. Chegamos às 12h30 e fomos dar uma volta para procurar um lugar para ficar. Seguimos as dicas do livro “Guia do Viajante Independente na América do Sul” e depois de rodar por alguns hoteis e hostels, escolhemos o hostel Terra Oculta que fica bem próximo do centro e da avenida principal.

O hostel é barato e tem quartos de casal, de quatro e de oito pessoas. A diferença de preço é insignificante e todos são com banheiro compartilhado. O atendimento é muito bom, vale muito a pena. Tem internet boa, café da manhã (desayuno) e estacionamento. E este foi o hostel/hotel mais barato que visitamos. =D

Salta é uma cidade bem bonita no centro, e muito turística. Ouvimos todo tipo de idiomas por aqui, mas não encontramos brasileiros por enquanto. Almoçamos bem e visitamos o museu de arqueologia de alta montanha e agora estamos no hostel descansando um pouco para aproveitar a noite de Salta =D

Amanhã devemos seguir para Jujuy e Tilcara.

06/01 Corrientes -> Monte Quemado

Thursday, January 7th, 2010

Ontem não tivemos como acessar as internets, então ficou pra hoje o relato. Estou subindo mais algumas fotos também (aproveitando que a internet aqui do hostel é boa :D ).

Ontem fizemos “apenas” 490km. Fizemos também a nossa primeira mudança de planos. Como estávamos muito cansados depois do dia puxado de propina, retas e muito calor achamos melhor descansar bem em Corrientes antes de continuar a viagem, acordamos tarde e o plano de seguir para Salta (800km+-) no mesmo dia ficou de lado, resolvemos parar na que parecia ser a maior cidade no meio do caminho, Monte Quemado.

A estrada que liga Corrientes a Monte Quemado é a Ruta 16, praticamente uma reta sem fim que atravessa a Província del Chaco. Além de reta sem fim (o que ja a torna chata) a paisagem não muda. São praticamente 800km de retas, plano e com a mesma paisagem (e alguns campos de girassóis).

A única distração dessa estrada são os animais. Muitos pássaros pela rodovia. Não voando por ela, mas NA ESTRADA. Sim, você tem que praticamente desviar deles. Eles ficam esperando o carro chegar bem perto para levantar vôo. Outros animais também dão as caras pela estrada como vacas, cabritos, porcos e cachorros. Alguns deles ficam no meio da estrada sentados e só saem se você buzina para eles. Folgados!

Depois de percorrer os 490km de tédio, chegamos a Monte Quemado. é Uma “quase cidade”, deve ter menos de 10.000 habitantes, não tem lugar para comer e o hotel que ficamos que aparentava ser o melhorzinho do lugar tinha aranhas pelo quarto além de um banheiro sujo.

A impressão que fica dessa região é que é tudo muito pobre e abandonado. Enfim, Resolvemos deitar cedo para pegar a estrada o quanto antes e finalmente ir para Salta.

05/01 Santa Terezinha -> Corrientes (Arg)

Wednesday, January 6th, 2010

Estamos em Corrientes, cidade quente pra @&#*$. Nossas tentativas de CouchSurfing em Corrientes não foram respondidas, portanto estamos hospedados no hotel San Martin, perto do centro da cidade.

Hoje dirigimos 680km, passando por Foz do Iguaçu e Posadas (já na argentina). Cruzamos a fronteira por volta das 13h00 pois acordamos tarde e resolvemos tomar um bom café da manhã em Foz. Alias o café merece destaque: pão com ovo e queijo quente pra mim, misto quente com ovo pra Gabi e assim seguimos felizes =)

O caminho todo na Argentina fizemos pela Ruta 12, passando por Posadas. A estrada é muito boa (asfalto impecável) e são poucos pedágios, porém pista simples todo o caminho.

Após a fronteira tivemos contato com os famoso policiais argentinos. Famosos pela propina que cobram de quem vem do Brasil. O guarda que nos parou foi muito simpático e sorriu quando dissemos que íamos para Salta, Jujuy e depois para San Pedro de Atacama, porém na segunda parada tivemos um péssimo encontro. Eu estava dirigindo, o guarda nos parou e disse que eu estava muito rápido e que passei a mais de 40km/h num radar logo “ali atrás, no trevo”. O legal é que todas as placas da rodovia indicavam 60km/h ou 80km/h.

Fingi que não sabia de nada e ele me disse que deveria pagar na cidade uma multa muito cara por essa infração. Eu fiz que sim e pedi os documentos, aí ele disse que poderia facilitar minha vida pois se eu fosse pagar a multa na cidade o carro teria que ficar la com ele, portanto ele me “ofereceu” que eu pagasse a multa ali mesmo, por apenas 100 pesos argentinos (que na cotação dele valiam 100 reais). Eu disse que preferia pagar na cidade, mesmo que o carro ficasse preso por um dia, na esperança de ele me liberar. Mas não, o cara me chamou pro carro dele e falou que me levava até a cidade, pois eu poderia me perder. Além disso quando perguntei sobre onde eu devia pagar a multa ele disse que não adiantaria perguntar pela prefeitura porque ninguém conhecia a prefeitura, deveria perguntar pelo local onde se paga multas.

Neste momento tive que escolher entre ir com ele e o amigo dele na viatura até sei la onde e deixar a Gabi no carro sozinha na estrada ou pagar ali mesmo. Pagamos a propina e em 3 minutos estavamos liberados. Isso nos deixou bastante tristes e decepcionados.

Depois desses policiais a Gabi dirigiu até Corrientes e passamos por outros policiais. O engraçado é que com ela no volante eles nos paravam e apenas desejavam boa viagem e boa “vacaciones”, mesmo quando passamos por uma barreira policial com o farol apagado (andar com o farol aceso mesmo durante o dia é obrigatório na argentina). Sexismo pouco é bobagem =P

O resto da viagem foi um tanto cansativo, como esses argentinos gostam de retas! Foram 300km de retas com pouquíssimas curvas (a Gabi dirigiu esse trecho, coitada! :P ).

Chegamos em Corrientes as 21h30 +- e fomos direto procurar um hotel, enquanto isso achamos um restaurante (ou Parrillaria) bonitinho e resolvemos parar. A melhor coisa que fizemos! Que delícia de carne e vinho. E tudo bem barato (pensando na conversão real->pesos). Depois do jantar pedimos informações sobre hoteis, o hotel indicado estava lotado, o do lado não tinha garagem e então viemos parar no San Martin, num quarto com camas de solteiro pois os outros estão lotados.

Estou subindo algumas fotos pro flickr, espero que de certo!

Hasta! =D

04/01 São Paulo -> Santa Terezinha de Itaipu

Monday, January 4th, 2010

Dos dias planejados este é o de maior quilometragem. Rodamos 1040km de São Paulo a Santa Terezinha de Itaipu. Saimos de São Paulo pela Castello e seguimos até Ourinhos. De lá seguimos sentido Londrina, Maringá e Cascavel. Em Cascavel pegamos uma estrada (PR-277 se não me engano) que vem direto pra Santa Terezinha e Foz. A paisagem no Paraná é basicamente de plantações e plantações de algo estranho que não conheciamos, além de algum milho, pouca cana e um tanto de mandioca.

Aqui em Santa Terezinha estamos hospedados na casa da família da LuH. Nos receberam muito bem, com direito a cafézinho e lanche (pão com mortadela e pão com doce de leite)!! =)

Logo que chegamos tomamos um banho gelado e saímos para dar uma volta com as bicicletas (duas dahons que estamos carregando no carro). Conhecemos um pedaço de Santa Terezinha pedalando e foi bem divertido pedalar depois de dirigir tanto. Tinha muita gente de bicicleta às 22h, inclusive um senhor levando a mulher no bagageiro/garupa hehe. Depois do lanche ficamos conversando sentados no quintal já que dentro de casa é insuportável por causa do calor. A LuH nos contou que a tal plantação desconhecida é de soja.

Tiramos algumas fotos da estrada e da casa da LuH, principalmente da Penelope, uma gatinha que deve ter uns 2 meses no máximo =D.

Amanhã seguimos para Corrientes na Argentina.

Até o próximo ponto com internet =D

(depois atualizo com informações sobre os pedágios).

Viagem para San Pedro de Atacama

Monday, January 4th, 2010

Olás!

É isso, estamos indo para o deserto de carro. Eu e a Gabi saímos de São Paulo no dia 4 de Janeiro (hoje). Pretendemos rodar mais de 8.000km em 22 dias. O roteiro planejado é esse:


View São Paulo -> San Pedro de Atacama in a larger map

mas obviamente pode/deve sofrer alterações pelo caminho =)

Resolvi escrever em português pois acredito que um relato desses pode ser mais útil para brasileiros.

Algumas informações úteis pré-viagem

Para rodar pela Argentina e Chile são necessários dois triângulos, cambão, Seguro Carta Verde [consegui online pela luma seguros, chegou em dois dias úteis], Kit de primeiros socorros e Carteira internacional de motorista [recomendado, R$ 174,00 no detran de São Paulo].

Prometo tentar manter esse blog atualizado =P

Boa viagem pra nóis =D